19 de abril de 2009

15 de abril de 2009

CANÇÃO PARA A MÃE

Vou cantar,
A canção,
Mais linda que eu souber.

À minha,
Querida Mãe,
para a ver sorrir.

É uma verdadeira amiga,
Em quem posso confiar,
De mãos dadas comigo,
Para me ajudar.

Minha Mãe,
Minha Mãe,
Teu sorriso e teu olhar,
São a mais linda prenda,
Que me podes dar.

Quando falo,
Quando rio,
Quando sigo o meu caminho,
Vejo os olhos de minha Mãe,
Cheios de carinho.

(Canção cantada com a música "o balão do João")

POESIA DA MÃE

Mãe, foi de ti que eu nasci,
De ti tomei leitinho,
Contigo eu cresci,
Com muito amor e carinho.

E por todo o teu amor,
Vou dar-te um beijinho,
E com ele esta flôr.

(Poema para colocar num postalinho a acompanhar alguma flôr, mesmo feita pela criança)

MAIO


É o mês da Mãe
Mãe palavra das mais pequenas
Que escrevo com três letras apenas
Mas quando de mim se avizinha
E com ternura me acarinha
Eu pego em oito letrinhas
E então escrevo: Mãezinha!

ALGUNS POEMAS PARA A MÃE

Minha Mãe querida
És a minha flor
És para mim tão linda
És o meu amor.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Mãezinha que estás a ler
Esta pequena poesia
Tu para mim és uma estrela
Que me iluminas de noite e de dia.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Minha Mãe é uma rosa
Que meu pai escolheu
E eu sou um botãozinho
Que dessa rosa nasceu.

DIA DA MÃE


Neste dia especial
Eu vou-me lembrar
Querida Mãezinha
Vou sempre te amar.
Com amor te ofereço
Esta prenda que eu fiz
Guarda-a com carinho
Espero que fiques feliz.
Um beijinho do teu/a filho/a
(Ideal para se escrever num postalinho a acompanhar o presentinho)

MÃE

Com 3 letrinhas apenas
Se escreve a palavra Mãe
É das palavras mais pequenas
A maior que o mundo tem.

POESIA DA MÃE


Ser mãe a coisa mais bela
Que no mundo pode haver
Mais bela que o próprio Deus
Se fez homem para a ter.

No teu ventre andei, ó mãe
Nove meses escondido
Agora escondo-te eu
No coração comovido.

Toda a mãe que o filho embala
No seu berço pequenino
Sente um espinho no peito
A pensar no seu destino.

Por mais que seja a pobreza
Não será pobre quem tem
A riqueza que se encontra
No coração de uma mãe.

Cada flor tem seu perfume
E cada estrela seu brilho
E eu tenho a grande alegria
Mãezinha de ser teu filho.

Pela vida que me deste
Pelo amor que me tens dado
Mãezinha, quero-te dizer
Do coração, OBRIGADO!

14 de abril de 2009

Trabalhinhos em FIMO

Olá! Nestas férias da Páscoa, eu e o Ricardo, o meu filhote de 4 aninhos estivemos entretidos a fazer algumas actividades, entre elas a decoração de alguns frasquinhos com FIMO.

Vou mostrar passo a passo como fizemos o 1º frasco:

Com massa de modelar da FIMO e um frasquinho bem limpinho com alcool, começamos a fazer "minhocas". Essa foi a tarefa do Ricardo.

De seguida eu peguei nas "minhocas" que ele fez e enfeitei o franco, ficando assim:

Ainda fizemos este frasquinho onde pusemos amendoas para oferecer à Cristina, a sua Educadora:


E este outro, que ficou para eu colocar os meus pacotinhos de chá:

Nota: A massa da FIMO coze no forno a cerca de 100 graus durante mais ou menos 30 minutos, mas para os frascos de vidro não partirem, coloquei-os abertos e com a porta do forno também totalmente aberta. De vez em quando ía dando uma voltinha aos frascos. A grade do forno estava a meio.

Poema "Á mesa"


Á mesa

A mãe, se me vê
comer com a mão,
prega-me logo
uma lição.

Então tentei
comer com o pé:
Tirei sapato,
tirei a meia…
Ia levando uma tareia.

Mas amanhã
não ralham comigo
pois vou comer
pelo umbigo.

Luisa Ducla Soares, Poemas da Mentira e de Verdade

Um poema para lerem aos vossos meninos e posteriormente falarem sobre o comportamento correcto á mesa. Certamente eles não vão esquecer.

Alfabeto

13 de abril de 2009

Fases do Desenvolvimento do Desenho Infantil‏

O desenho é anterior á linguagem escrita e é considerado uma das antigas formas de comunicação do ser humano (desenhos rupestres). É uma fonte frutífera de informação e compreensão da personalidade, sendo que ele não se constitui uma reprodução fiel da realidade e sim uma interpretação da realidade: uma maneira de ver as coisas e de se colocar diante delas.
Segundo a psicanálise o inconsciente fala por meio de imagens simbólicas...
E segundo Lowenfeld o desenho tem as seguintes fases:
•Garatuja desordenada
•Garatuja ordenada
•Garatuja nomeada
•Pré-esquemática

GARATUJA DESORDENADA (1 A 2 ANOS):
Não tem consciência de que o risco é consequência de seu movimento com o lápis (RELAÇÃO TRAÇO-GESTO).
Não olha para o que faz. Segura o lápis de várias maneiras, com as duas mãos alternadamente. Todo o corpo acompanha o movimento. Faz figuras abertas (linhas verticais ou horizontais), num movimento de vaivém.

GARATUJA ORDENADA (A PARTIR DE 2 ANOS):
Descobre a relação gesto-traço e se entusiasma muito. Passa a olhar o que faz, começa a controlar o tamanho, a forma e a localização no papel. Varia as cores intencionalmente. Começa a fechar suas figuras de formas circulares ou espiraladas.

GARATUJA NOMEADA (A PARTIR DOS 3 ANOS):
Representa intencionalmente um objeto concreto , através de uma imagem gráfica. Passa mais tempo desenhando. Distribui melhor os traços pelo papel descrevendo verbalmente o que fez e começa a anunciar o que vai fazer.
Alguns movimentos circulares associados a verticais começam a dar forma a uma figura humana (esquema céfalo-caudal: a cabeça vai ser desenhada maior que o corpo.

PRÉ-ESQUEMÁTICA (4 AOS 6 ANOS):
Nessa fase aparece a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Quanto aos espaços, os desenhos são dispersos inicialmente, não relacionados entre si. A representação da figura humana evolui em complexidade e organização: aparecem lentamente os braços, as mãos, os pés, muitas vezes com vários dedos, radiados, e às vezes aparece o corpo.
A criança desta fase ainda não é capaz de organizar graficamente um todo coerente. Os objetos são desenhados de forma solta e a relação entre eles é subjetiva (posição satélite). Em relação a cor, a escolha é subjetiva e ligada as emoções do vivido.
A elaboração da figura humana está intimamente ligada á significação simbólica que as diversas partes do corpo têm para sua história pessoal, para a forma como a criança se percebe frente ao mundo. Assim, omissões, sombreamentos ou distorções podem representar conflitos internos. Enfim, é muito importante a criança ter oportunidade de se expressar seja através de desenho ou brincadeira. Dessa forma, estará vivenciando questões internas (muitas vezes conflitantes), ou seja, através do desenho e/ou brincadeira a criança "põe para fora" aquilo que ainda não dá conta de resolver. E cabe a nós, professores estarmos atentos as várias maneiras de expressões não-verbais (tão importantes quanto as convencionais), pois elas podem nos dar indícios do que a criança vive, experimenta ou sente. Portanto, fiquemos atentos!

Referências bibliográficas:
•Avaliação Psicopedagógica da criança de 0 a 6 anos/Vera Barros de Oliveira e Nádia A. Bossa (orgs.) – Petropólis, RJ: Vozes, 1994.
•http://www.nead.unama.br/bibliotecavirtual/monografias/grafismo_infantil.pdfrafias/grafismo_infantil.pdf

Decoupage na vela

A decoupage na vela faz-se exactamente da mesma maneira como se faz no sabonete, usando a mesma cola, o mesmo pincel, alguns guardanapos lindos que gostemos e uma vela, branca ou creme.

Por favor, dar uma olhadela aqui:
http://carlaepigmeus.blogspot.com/2009/04/decoupage-em-sabonete.html

E o resultado é este:

Depois de se deixar secar de um dia para o outro, a vela está pronta.

Nesta vela apliquei ainda um contorno de gliter dourado á volta do desenho e gliter preto nos olhos e nos bigodes para lhes dar relevo (deixar secar de preferência também de um dia para o outro).

Os gliters vendem-se nas lojas de materiais para decoupage e acho que dão um toque final diferente aos trabalhos.

Numerais 1 ao 10












Liga pontos até 10











Discriminação visual

Pintar conforme as indicações, ou só os espaços com as pintas, ou só os espaços em branco, para aparecerem os desenhos.




Blocos lógicos





11 de abril de 2009

10 de abril de 2009

Blocos lógicos

A Geometria exige uma maneira específica de raciocinar, explorar e descobrir, fatores que desempenham importante papel na concepção de espaço pela criança.
As figuras geométricas mais conhecidas pelos alunos são o quadrado, o retângulo, o triângulo e o círculo que são trabalhadas desde a Educação Infantil até o Ensino médio. Nas classes de educação infantil, os blocos lógicos, pequenas peças geométricas, criadas na década de 50 pelo matemático húngaro Zoltan Paul Dienes, são bastante eficientes para que os alunos exercitem a lógica e evoluam no raciocínio abstrato. Foram utilizados de modo sistemático com crianças pelo psicólogo russo Vygotsky (1890-1934), quando ele estudava a formação dos conceitos infantis.
Eles facilitarão a vida dos alunos nos futuros encontros com números, operações, equações e outros conceitos da disciplina. Sua função é dar aos alunos idéias das primeiras operações lógicas, como correspondência e classificação. Essa importância atribuída aos materiais concretos tem raiz nas pesquisas do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980). Segundo Piaget, a aprendizagem da Matemática envolve o conhecimento físico e o lógico-matemático. No caso dos blocos, o conhecimento físico ocorre quando o aluno manuseia, observa e identifica os atributos de cada peça. O lógico-matemático se dá quando ela usa esses atributos sem ter o material em mãos (raciocínio abstrato).
Tamanho: pequeno e grande
Forma: quadrado, retângulo, triângulo e círculo
Cor: amarelo, vermelho e azul
Espessura: grosso e fino
Embora saibamos que as peças dos blocos não representem figuras planas uma vez que todas possuem espessura, acreditamos que elas sejam um recurso importante para uma primeira familiarização dos alunos com os nomes das figuras.
Os alunos da Educação Infantil, na sua grande maioria estão no nível da visualização sugerido pelo casal Van Hiele, no qual as crianças precisam ter as primeiras imagens e as primeiras percepções das formas, o que pode em parte ser trabalhado através dos blocos.
Além disso, o trabalho com blocos lógicos em atividades que exigem da criança a manipulação, construção e representação de objetos estruturados, auxilia o desenvolvimento de habilidades de discriminação e memória visual; constância de forma e tamanho, sequência e simbolização. As atividades com esse material permitem à criança avançar do reconhecimento das formas para a percepção de suas propriedades, ou seja, caminhar do nível da visualização para o da análise.
O trabalho com blocos lógicos também auxilia os alunos a classificarem formas, ou seja, juntá-las por semelhanças ou separá-las por diferenças. A classificação é uma estrutura lógica que no caso da geometria está relacionada a formação das noções do que são as figuras geométricas e de suas propriedades.
Por exemplo, quando a criança é capaz de separar o quadrado das outras figuras ela executou a ação de classificar e estabeleceu observações sobre as características dessa figura que a distinguem das demais.

Material : um jogo de blocos lógicos contém 48 peças divididas em três cores (amarelo, azul e vermelho), quatro formas (círculo, quadrado, triângulo e retângulo), dois tamanhos (grande e pequeno) e duas espessuras (fino e grosso).

ACTIVIDADES COM OS BLOCOS LÓGICOS:

1 - JOGO LIVRE
Primeiramente, os alunos reconhecerão o material. Formarão desenhos com as formas dos blocos lógicos, observando e comparando as cores, os tamanhos e as formas. Esse trabalho poderá ser feito em grupo, pois os alunos, através de diálogos, enriquecerão o conhecimento das características físicas de cada bloco.
Trenzinho feito com círculos, quadrados e retângulos: formas livres no primeiro contato das criançascom as peças dos blocos lógicos.
2 - EMPILHANDO PEÇAS
Peças do material espalhadas pela mesa (ou pelo chão). Cada aluno deverá pegar uma peça e colocar no centro do grupo, de modo que as peças serão empilhadas uma a uma. O aluno deverá fazer de tudo para a “torre” não cair. Para isso os alunos terão que pensar nas peças mais adequadas para a base, meio ou topo da torre deixando as “piores” para o companheiro seguinte. Nesta atividade os alunos desenvolverão a capacidade de discernimento, raciocínio lógico e motricidade.

3 - JOGO DA CLASSIFICAÇÃO
Apresentar um quadro às crianças para que classifiquem os blocos.
Criar junto com os alunos os atributos que serão dados para os tipos de blocos existentes.
Exemplos:
a) as quatro formas: círculo, quadrado, retângulo e triângulo
b) as duas espessuras: grosso e fino
c) os dois tamanhos: pequeno e grande
d) as cores: amarelo, azul e vermelho
Fazer em cartolina um quadro. Escolher alguns atributos e pedir aos alunos que separem os blocos de acordo com os atributos escolhidos.
Primeiramente, escolher apenas um atributo (quadrada).
Exemplo: separar apenas as peças quadradas.
Depois, ir acrescentando atributos (vermelha, fina, pequena).
Os alunos irão completar o quadro com a peça quadrada, pequena, fina e vermelha.
4 - A HISTÓRIA DO PIRATA
Agora, contar a seguinte história: "Era uma vez um pirata que adorava tesouros. Havia no porão de seu navio um baú carregado de pedras preciosas. Nesse porão, ninguém entrava. Somente o pirata tinha a chave. Mas sua felicidade durou pouco. Numa das viagens, uma tempestade virou seu barco e obrigou todos os marinheiros a se refugiarem numa ilha. Furioso, o pirata ordenou que eles voltassem a nado para resgatar o tesouro. Mas, quando retornaram, os marujos disseram que o baú havia sumido. 'Um de vocês pegou', esbravejou o pirata desconfiado."
Nesse ponto, começa o jogo com as crianças. Peça que cada uma escolha um bloco lógico. Ao observar as peças sorteadas, escolha uma delas sem comunicar às crianças qual é. Ela será a chave para descobrir o "marujo" que está com o tesouro. Apresente então um quadro com três colunas (veja abaixo). Supondo que a peça escolhida seja um triângulo pequeno, azul e grosso, você diz: "Quem pegou o tesouro tem a peça azul". Pedindo a ajuda das crianças, preencha os atributos no quadro. Em seguida, dê outra dica: "Quem pegou o tesouro tem a forma triangular". Siga até chegar ao marinheiro que esconde o tesouro. A atividade estimula mais que a comparação visual. Também exercita a comparação entre o atributo, agora imaginado pela criança, e a peça que a criança tem na mão. A negação (segunda coluna do quadro) leva à classificação e ajuda a compreender, por exemplo, que um número pertence a um e não a outro conjunto numérico.
5 – JOGO ADIVINHE QUAL É A PEÇA
Dividir a classe em grupos e espalhar os blocos lógicos pelo chão. Para descobrir qual é a peça, as crianças farão uma competição. Dar um comando das características de uma peça (por exemplo: amarelo, triângulo, grande e fino) para um grupo.
Em seguida, o grupo deve procurar e selecionar a peça correspondente para mostrá-la, o mais rapidamente possível, às outras equipes.
A competição poderá ter como objetivo verificar qual grupo encontra a peça correta primeiro ou de qual grupo encontra mais peças corretas. À medida que acertam, recebem uma pontuação.
Outra opção é de cada equipe desafiar os outros grupos da classe distribuindo eles mesmos os atributos.

6- O JOGO DAS DIFERENÇAS
Neste jogo os alunos observarão três peças sobre o quadro.
Exemplo:
1- triângulo, amarelo, grosso e grande;
2- quadrado, amarelo, grosso e grande;
3- retângulo, amarelo, grosso e grande;
Eles deverão escolher a quarta peça (círculo, amarelo, grosso e grande) observando que, entre ela e sua vizinha, deverá haver o mesmo número de diferenças existente entre as outras duas peças do quadro (a diferença na forma).
As peças serão colocadas pela professora de forma que, em primeiro lugar, haja apenas uma diferença. Depois duas, três e, por fim, quatro diferenças entre as peças. Os alunos farão comparações cada vez mais rápidas quando estiverem pensando na peça que se encaixe em todas as condições.

7 - SIGA OS COMANDOS
As crianças vão transformar uma peça em outra seguindo uma seqüência de comandos estabelecida pelo professor. Esses comandos são indicados numa linha por setas combinadas com atributos. No exemplo da foto, vemos uma seqüência iniciada com os atributos círculo, azul e grosso. As crianças então escolhem a peça correspondente. O comando seguinte é mudar para a cor vermelha. As crianças selecionam um círculo grosso e vermelho. Em seguida, devem mudar para a espessura fina. Então, um círculo vermelho e fino é selecionado. Assim por diante, o professor pode continuar acrescentando comandos ou pode apresentar uma seqüência pronta. Depois é feito o processo inverso.
As crianças são então apresentadas a uma nova seqüência de comandos, já com a última peça. Elas deverão reverter os comandos para chegar à peça de partida. A atividade é essencial para o entendimento das operações aritméticas, principalmente a soma como inverso da subtração e a multiplicação como inverso da divisão. E também contribui, no futuro, para que as crianças resolvam problemas e entendam demonstrações, atividades que exigem uma forma de raciocínio em etapas sequenciais.

8 – DOMINÓ
Essa atividade é semelhante ao jogo de dominó. As peças serão distribuídas entre os alunos sendo que uma delas será escolhida pelo professor para ser a peça inicial do jogo. O professor estabelece o nível de dificuldade da atividade estipulando o número de diferenças que deve haver entre as peças. Supondo que deva haver uma diferença entre as peças e que a peça inicial seja um triângulo vermelho pequeno e grosso. A peça seguinte deverá conter apenas uma diferença, como por exemplo, um triângulo amarelo pequeno e grosso (a diferença nesse caso é a cor). A atividade segue até que uma das crianças termine suas peças. As demais deverão sempre conferir se a peça colocada pelo colega “serve”, ou seja, se contém o número de diferenças estipulado pela professora.
OBSERVAÇÃO:
Esse material é muito utilizado no trabalho com conjuntos (notações, relação de pertinência, relação de inclusão, união e intersecção de conjuntos). As diferenças existentes entre as peças são utilizadas nessas construções e as atividades realizadas anteriormente são maneiras de internalizar estes conceitos.
Após a realização dessas atividades, outras podem ser realizadas.

9 – CONJUNTO DAS PARTES
Para essa atividade são necessários quatro dados: um com o desenho dos blocos em cada face (triângulo, quadrado, círculo e retângulo), outro com as faces coloridas (azul, amarelo e vermelho), outro com a grandeza (grande e pequeno) e outro com a espessura (grosso e fino).
Uma criança lança o primeiro dado e retira do conjunto de blocos as peças que satisfazem a característica da face superior. Lança o segundo dado e retira do subconjunto obtido as peças que satisfazem a característica da face superior. Lança o terceiro dado e retira do último subconjunto obtido as peças que satisfazem a característica indicada no dado. Lança o quarto dado e retira a peça que satisfaz a última condição, chegando, assim, a um conjunto unitário.
Variação:
Se em vez de utilizarmos todas as peças da caixa escolhermos algumas peças aleatórias. Poderemos chegar à noção do conjunto vazio usando o mesmo procedimento.
10 – DESCOBRINDO A INTERSECÇÃO E A UNIÃO
Entrega de dois pedaços de cordão para cada grupo para a formação de dois conjuntos. O professor solicita aos grupos que:
-Retiram da caixa todas as peças triangulares e todas as todas as peças amarelas.
-Coloquem no interior de uma das curvas todas as peças amarelas e, a seguir, na outra, todas as triangulares.
O professor deverá observar se os grupos atenderam corretamente as ordens dadas e solicitar aos grupos um relato do ocorrido.
***Os alunos perceberão, sem a interferência do professor, que existem peças que devem estar, simultaneamente, no interior das duas curvas. Notarão que para isto ser possível, as curvas não poderão estar separadas. Isto é, existe uma região comum entre eles onde as peças que possuem as duas características, triangulares e amarelas, ficam localizadas (0 professor deve enfatizar este fato).
A partir da descoberta dos alunos, o professor salientará que as curvas representam conjuntos e que a região comum entre ambas forma o conjunto intersecção.
Da mesma forma, se o professor pedir para que construam um conjunto formado por todas as peças amarelas ou triangulares, teremos a definição de união de conjuntos.
Variação:
Usando três cordões, o professor poderá solicitar que no interior de cada curva coloquem, sucessivamente (por exemplo):
- todas as peças circulares;
- todas as peças azuis;
- todas as peças pequenas
e verificar a intersecção entre eles.
***Quando não existir a intersecção eles serão conjuntos disjuntos.
11 – A atividade número 4 seria ideal para trabalhar o conceito de pertinência. O tesouro pertence à coluna (conjunto) “Quem pegou o tesouro?” e não pertence à coluna (conjunto) “Quem não pegou o tesouro?”. Além disso, o conjunto das peças azuis e triangulares (*) está contido no conjunto das peças azuis e o conjunto das peças triangulares contém o mesmo (*).
BIBLIOGRAFIA:
COSTA, Maria da Piedade Resende da. Matemática para deficientes mentais. São Paulo: EDICON, 1997. (Coleção Acadêmica. Série Comunicação)
FALZETTA, Ricardo. Construa a lógica, bloco a bloco. In: Nova Escola, 111 ed., abr 1998, p.20-23.
FERRARI, Márcio. A criança como protagonista. In: Nova Escola, 164 ed., ago 2003, p.32-34.
PACHECO, Alice Teresinha. Material Dourado; Blocos Multibásicos. In: Educação Matemática em Revista, 4 ed., 2002, p. 51-56.
(Retirado do blog da amiga Sil, com o seu consentimento)http://sillovinho.blogspot.com/

Aquário Zen